segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

REGIONAL SUL - Geovane Teixeira

Jaguarão - Ocorreu dia 09 deste mês em Jaguarão audiência pública da AGERGS, a agência que regula os serviços da Corsan. Enaltecemos a presença de vários gerentes da região, funcionários inclusive de Porto Alegre e, claro, a presença do Sindiágua. Lamentáveis foram a ausência do gerente local, que segundo informações estava envolvido com o PMG em Porto Alegre; e algumas críticas à Corsan , ouvidas dos vereadores, prefeitos e vice-prefeitos de toda a região.

Erros de empreiteiras - Identificamos nestas queixas erros de empreiteiras, falta de fiscalização e principalmente de comunicação, onde os ofícios destas autoridades presentes não eram respondidos, desde o tempo da extinta Sursul, até os dias atuais. Uma prática que o Sindiágua conhece bem, por parte de alguns gestores. Outras reclamações davam conta da estação de tratamento de esgoto local, que está inacabada até hoje. Verdade seja dita, ainda não temos a concessão do esgoto no município de Jaguarão, mas porque foi iniciada se não tinha contrato?
Máquinas retro-escavadeiras terem que ser emprestadas é outra queixa de várias prefeituras que ali estavam representadas, além de dificuldade em ligações novas e buracos mal acabados, deixados pela companhia, nos casos de consertos... Mas não há uma empreiteira com contrato milionário para resolver isso?

Levantamento - Depois da audiência pública, em reunião com os trabalhadores locais, ficamos sabendo que alguns serviços prestados por empreiteiras estão com péssima qualidade, e pedimos que fosse feito um levantamento por parte dos funcionários para que juntamente com o gerente local façamos uma fiscalização por amostragem.

Chuí - A notícia boa do dia foi que o Chuí renovou o contrato de concessão com a Corsan, aconselhando Jaguarão e outras cidades a assinarem com a companhia. Para não deixarmos em branco a AGERGS, o Sindicato cobrou a presença de trabalhadores do saneamento no seu conselho, e que se tornasse mais um parceiro na fiscalização contra as empreiteiras.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

LITORAL/SINOS - Arilson Wünsch


ACORDO COLETIVO - Chegamos ao término da negociação de mais um Acordo Coletivo. Isto não é o fim, mas o início de uma nova negociação que se aproxima. Fechamos novamente com avanços, e para avançar mais é necessário que nos mobilizemos desde já para o acordo de 2010.


REUNIÕES DE BASE - Em inúmeras reuniões de base nas cidades que compõem a nossa secretaria Regional, sempre frisamos nossa posição em defesa da categoria, pela luta contra as municipalizações e privatizações, bem como problemas locais de cada unidade, onde alguns chefes, que felizmente não são a maioria, insistem em esquecer que são, antes de chefes, colegas dos trabalhadores. Que toda a chefia é política, é verdade. Mas que todos deveriam estar na chefia, isto nem sempre é verdade. Há alguns que gostam de usar do poder e assediar de forma muito forte os colegas, inclusive ameaçando e transferindo trabalhador sem levar em conta a história de cada um e a vida familiar que levam nas cidades onde residem. Usam do cargo para agradar os políticos que os mantêm no poder. Sim, eles têm que agradar, pois a competência nem sempre é o forte destas pessoas.


CIPA - Estivemos visitando algumas unidades onde a segurança do trabalhador é precária. Enviamos pedidos de providências e melhores condições de trabalho, mas até o momento não houve manifestação da empresa. Caso de Mostardas (foto), onde a escada de subida do decantador não “fecha” com o corredor de cima do decantador, e o caminho a ser percorrido fica sobre a borda do decantador. Outro caso é a ETA de Dois Irmãos, superpremiada há bem pouco tempo, mas com problemas no piso, muito escorregadio, que já causou acidentes. Esperamos que o problema seja resolvido.


ERRATA - Na edição anterior deste jornal, saiu junto à matéria de Capão da Canoa uma solicitação para que a empresa oriente seus chefes sobre a CAT, dando a entender que aquela unidade não fornecia CAT aos trabalhadores. Na verdade, o texto sobre a CAT deveria estar descolado do tema Capão da Canoa e sua administração. Mas voltamos a enfatizar a necessidade de que qualquer trabalhador que sofre acidente deve exigir a CAT, e que ninguém faz favor em preenchê-la - ela é um direito do trabalhador.


NOVA S. RITA - Em abril estivemos na unidade de Nova S. Rita e constatamos o estado do escritório onde os colegas executam as suas tarefas. Apontamos a necessidade de reforma ou ainda de se usar o escritório novo do centro da cidade, para melhor atender o usuário. Bem, a reforma feita foi esta...



ASSEMBLEIA GERAL – Será que teremos novamente problemas de corte de ponto e descontos em cidades da Grande Porto Alegre? Que tal as pessoas que estão no comando se preocuparem com coisas maiores, como a renovação de contratos ou em prestar um bom atendimento aos usuários, que não são políticos, e deixar o trabalhador lutar pelo seu salário e também pelo do chefe? Depois ainda dizem que os trabalhadores são culpados de colocarem a Corsan na Justiça.


ETA BALNEÁRIO PINHAL - Foi lançada a obra e está parada, não foi divulgado o motivo. Talvez tenham se dado conta de que aquele projeto, conforme o Berro anterior, não daria conta do abastecimento da cidade. E o dinheiro gasto até agora, como fica?


PUNIÇÃO - Mas nem tudo está perdido, pois temos dentro de nossa empresa pessoas sérias e comprometidas com a Corsan, tanto ao atendimento à população quanto ao respeito pelos colegas. Fato ocorrido numa unidade onde o chefe, tendo sua razão, aplicou uma penalidade a dois colegas. Com o passar dos dias e de forma bem transparente e honesta, os colegas conseguiram que o chefe os ouvisse e dadas as razões de ambos os lados, um acordo foi feito, pois o entendimento e o bom andamento do trabalho deve estar acima das vaidades pessoais. Os colegas e o chefe, que também é nosso colega e trabalhador da empresa, preferiram não aparecer, para não dar a impressão de serem o popular ''joãozinho do passo certo'', mas são dignos de elogios pela postura correta e honesta que tiveram. Nem sempre a punição - seja ela certa ou errada - é o melhor caminho e este chefe levará para sempre, não a marca de ter demitido, punido ou transferido alguém, mas a marca de estar preocupado com nossos empregos e com a Corsan, acima de qualquer vaidade pessoal.


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

NOROESTE - Sady Xavier da Cruz

AUDIÊNCIA PÚBLICA EM PANAMBI - Na noite de terça-feira, 06/10, o diretor da Regional Noroeste do SINDIÁGUA, Sady Xavier da Cruz, participou de Audiência Pública na Câmara de Vereadores de Panambi. Na platéia, nada menos que 187 pessoas, demonstrando a importância que o tema saneamento público tem para aquela comunidade. O colega do SINDIÁGUA fez parte da mesa, junto ao prefeito Miguel Schmitt-Prym, ao presidente da Câmara, ao procurador de Justiça e aos colegas da Corsan Adão Roque Rodrigues, que representou a companhia, e engenheiro Paulo Schommer.

MAIS INVESTIMENTOS - Na mesa, o diretor sindical agradeceu os elogios do presidente da Câmara aos colegas da Corsan, e colocou nosso Sindicato à disposição do Executivo e Legislativo locais para auxiliá-los com mais informações e na formatação de um bom contrato com a companhia. “Mas Panambi quer mais investimentos no saneamento”, diz Sady. “Temos informações de colegas que a operação naquele município está no limite da capacidade, e a Prefeitura pretende mudar o local de captação da água”.

AVANÇO DA PRIVATIZAÇÃO - O diretor Sady foi posteriormente
entrevistado por rádios e imprensa da região, quando lembrou o risco da água, um bem público, ficar sujeito ao controle privado e ao avanço de grandes empresas sobre os recursos hídricos do Aqüífero Guarani.

CRUZ ALTA - No final, o representante do Sindicato ainda conversou com uma arquiteta, moradora de Panambi, que trabalha na Prefeitura de Cruz Alta, e que informou sobre reuniões em bairros daquela cidade que estão sendo feitas visando elaborar o Plano Municipal de Saneamento. Envolvida na organização do Plano Municipal de Saneamento Ambiental, ela adiantou que o SINDIÁGUA será convidado para audiência pública em Cruz Alta no mês de novembro.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

CARBONÍFERA/PORTO ALEGRE - Leandro Almeida e Eloísa Quines

PRECARIEDADE - O diretor Leandro Almeida, secretário-geral do Sindicato, juntamente com o diretor do Interior Rogério Ferraz, estiveram realizando reuniões de base em Butiá e Minas do Leão, em junho último. Eles fizeram também um levantamento das condições de trabalho nas duas USs, constatando na ETA de Minas do Leão, por exemplo, muita precariedade na iluminação, prejudicando o bom desempenho dos colegas que trabalham na análise.

EMPREITEIRAS – Outra constatação dos diretores foi a presença constante de materiais e veículos das empreiteiras depositados nos pátios das USs e nos próprios da Corsan. É importante lembrar a todos os gerentes que este tipo de situação é proibida por contrato.

DEMAIS UNIDADES – Após o fechamento do Acordo Coletivo deste ano, o secretário-geral do SINDIÁGUA e a diretora Eloísa Quines irão percorrer as demais unidades da Regional Carbonífera para realizar reuniões de base, ouvir o relato dos colegas e ver de perto a situação das USs dos 12 municípios.

CENTRO/FRONTEIRA OESTE - Sidnei Lima da Silva


SANTA MARIA - Dia 20 de julho, juntamente com o nosso presidente Rui Porto e o delegado sindical de Santa Maria, Jean Bordin (FOTO AO LADO), estivemos em audiência com o prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer (PMDB). A reunião foi solicitada pela Regional do SINDIÁGUA em razão das constantes matérias vinculadas na imprensa local sobre os serviços prestados pela Corsan na cidade. Nota-se um grande descontentamento da população, principalmente pelo não atendimento do telefone, pelos reparos (mal) feitos nas vias públicas e também pela entrevista de Schirmer, já falando em municipalização. Ficamos bastante preocupados com a mudança da posição do prefeito, que anteriormente dissera ser contrário à municipalização, mas que hoje já está “pensando” nesta possibilidade. Cabe registrar as palavras do prefeito na conversa com o Sindicato: “No início do meu governo, eu disse ‘quero a Corsan’, mas hoje eu estou mudando o verbo: eu ‘queria’ a Corsan no Município".


JUNHO – Ainda em junho fizemos reunião de base nas USs de Santa Maria, São Vicente do Sul, São Pedro e Cacequi. Em Venâncio Aires e Candelária realizamos reuniões juntamente com o dr. Maurício Pedrassani, da nossa Assessoria Jurídica, esclarecendo dúvidas dos colegas.


MAIO – Naquele mês participamos de Audiência Pública em Venâncio Aires; em Audiência Pública com o Ministério Público do Trabalho, referente ao PPP (perfil profissional-gráfico previdenciário); e em Alegrete, em debate sobre a renovação do contrato de gestão.


LITORAL/SINOS - Arilson Wünsch


BALNEÁRIO PINHAL - Na Unidade de Balneário Pinhal a Corsan está investindo na construção de uma ETA para servir à comunidade. Sim, é claro que isto seria motivo de grande festa se esta ETA suprisse toda a necessidade que a população exige: acontece que será gasto um valor considerável para não suprir a necessidade da cidade na alta temporada. Mais um modo de investir dinheiro público de modo a não cumprir o seu papel na totalidade. Não dizemos aqui para não fazer a obra, apenas que sejam planejadas obras que tenham futuro.Torres - Estivemos presentes na audiência pública em Torres, e através deste queremos parabenizar aos trabalhadores de Torres pela mobilização que lotou as dependências do local onde foi executada a audiência, pois cada trabalhador procurou trazer seu amigo, parente, vizinho, demonstrando ao prefeito e aos vereadores presentes que a população quer a Corsan em Torres. Lembramos que o SINDIÁGUA, através deste regional e do presidente Rui Porto, já havia começado um trabalho junto aos vereadores no ano passado, onde por duas vezes ocupamos a tribuna livre da câmara para conversar com os mesmos, esclarecendo os perigos de uma eventual municipalização ou ainda privatização do sistema. No dia da audiência estivemos visitando a Câmara e conversando com algumas autoridades do município. Apesar das cobranças de alguns vereadores, acreditamos que a renovação está encaminhada, basta a Corsan fazer a sua parte.


GPOA/SINOS - Fizemos muitas reuniões de base também nessa região. Nas unidades de Gravataí e Cachoeirinha encaminhamos ofícios aos chefes das unidades e coordenadores de COP, atendendo às solicitações dos servidores para a melhoria dos serviços prestados à comunidade. Em Canoas, juntamente com o presidente do SINDIÁGUA, o delegado sindical da COP e os chefes, nos reunimos para conscientizar os chefes da Corsan da necessidade de atendermos bem a comunidade, para que se evitasse o que veio a seguir através de protestos da população, como por exemplo o tal “Zé Buracão” (foto), um boneco colocado sobre um conserto da Corsan, “lendo” jornal e “vendo” a água indo fora. E ainda se faz campanha de mídia para economia de água... Esta cidade é muito grande e importante para o sistema Corsan, pedimos às autoridades da Corsan que olhem com responsabilidade para Canoas e que contratem trabalhadores em número suficiente para que não percamos o contracheque, e os que comandam e trabalham na cidade também sejam responsáveis e não inventem banco de horas, e outras frescuras mais. A Corsan é muito grande para caprichos.


ASSEMBLÉIA GERAL - É incompreensível porque alguns detentores do poder, que gostam de marcar presença, como é o caso de Canoas, Viamão e Sapucaia do Sul, ao interpretarem o Acordo decidiram descontar horas do dia da Assembléia. Um fato lamentável para os trabalhadores que vão até uma Assembléia defender inclusive o direito dos próprios chefes. Infelizmente, uma nova ação judicial irá resolver o problema causado pela Corsan. Até quando teremos gestores causando passivo trabalhista e nada acontecendo e a empresa assumindo o ônus?


DOIS IRMÃOS - Na unidade de Dois Irmãos houve troca de chefia, esperamos que o chefe que assume, colega de unidade, faça um bom trabalho. E que consiga unir o grupo em torno da Corsan pública, sabemos que não é uma tarefa muito fácil na atualidade.


OSÓRIO – Na foto ao lado, aparece uma adutora de água bruta que foi construída em Osório, ex-Surlit, há algum tempo. Deveria ter vindo por uma rua, mas por problemas que não sabemos, isso não aconteceu e o buraco entre o poste e a árvore (foto abaixo) serviria para a interligação da adutora nova com a velha. Como a Corsan demorou para fazê-lo, o cidadão que mora ali perto não quis ficar com um buraco em frente ou ao lado da sua casa e fechou o buraco com grama. Até quando vamos colocar dinheiro em obras e canos enterrados sem que sejam usados? Esperamos que pelos menos seja investigado porque esta obra ainda não está em uso. Outro (des)caso é o de um caminhão que ficou preso por muitos dias num posto policial com problemas nos documentos - e a Corsan pagando uma terceirizada para fazer os trabalhos.


ELOGIOS - Mas nem tudo é negativo. A obra de esgoto de Osório, já mencionada na edição anterior do Berro, agora consegue arrancar elogios no jornal oficial da Prefeitura do município, e é citada entre as melhores obras do PAC no RS. Claro que devemos relatar o fato aos demais colegas, até em respeito ao trabalho que está sendo executado.

REGIONAL SUL - Geovane Teixeira



CONTRATÃO NA REGIÃO SUL - Empreiteira que tem um contratão na região Sul não consegue cumprir o contrato que não é pouca coisa - superior a R$ 1 milhão por ano. Consta neste contrato idade mínima para as retroescavadeiras, e caminhões a idade máxima, por exemplo, é de sete anos. Mas em Capão do Leão a retro é ano 1997 e a caçamba - pasmem – é de 1969 (foto), “só” tem 40 anos de idade... Além disso, o canteiro de obras, que também faz parte do contrato, é um terreno baldio, e o pior de tudo é a placa na frente deste, que faz com que a população venha a perguntar: que obra vai sair ali? Mas não pensem que acaba por aí: em Dom Pedrito o operador da retro não possuía habilitação, num total descaso com a vida de nossos funcionários. Qual a providência que será tomada contra esta empreiteira, ou contra o gestor do contrato, por omitir-se, ser conivente com isso? Esperamos que o setor de segurança no trabalho também nos ajude nesta luta, antes que aconteça o pior. Como de praxe na companhia, esta empreiteira também tem funcionários trabalhando sem carteira assinada, coisa normal na região Sul.


INSEGURANÇA - Ainda na linha segurança no trabalho, mais especificamente o trajeto, estamos preocupados com nossos trabalhadores que começam sua jornada em horários de pouco movimento, como no caso de ETES e ETAS, principalmente com as nossas colegas. Depois de ocorrido o sinistro, não adianta a companhia agir. Esperamos que o problema de Encruzilhada do Sul, por exemplo, já tenha sido solucionado: trata-se de um simples pagamento de táxi para a colega poder se locomover até a ETA com segurança.


RIO GRANDE - Há tempos que o Sindicato avisa que teremos problemas para renovar o contrato de concessão neste município. Boatos de que esta Prefeitura já teria realizado vários encaminhamentos para municipalizar o saneamento, não são difíceis de escutar. Mas agora temos provas disso: chegou às nossas mãos 108 autuações, todas elas com o mesmo motivo: “ter efetivado escavações e manter material em via pública”. São R$ 62.500,00 em menos de sete meses. Ainda não terminamos o levantamento de tudo, mas muito dos serviços são de empreiteiras. Claro que a Prefeitura não tem nada a ver com isso, se é empreiteira ou Corsan: ela multa e pronto. Repito: em sete meses estamos jogando R$ 62.500,00 fora, poderíamos estar comprando viaturas com esse dinheiro, por exemplo. E o pior de tudo: a direção da companhia já pode imaginar a buraqueira que a cidade está, e a qualidade de nossa administração. Buracos sempre existiram, mas há sete meses eles começaram a criar provas, autuando. Enviamos ao presidente pedido de processo administrativo por estes atos graves, no dia 23-07-09, e ao mesmo tempo ao Ministério Público (Promotor de Justiça do Patrimônio Público). Talvez com profundas mudanças na administração local, e com uma força tarefa, ainda tenhamos tempo de reverter o quadro por aqui.